Lâmpadas Acesas
- Equipa RTM ME

- 3 de fev.
- 2 min de leitura

Ao pensar no Ano de 2026, que agora iniciou, vem-me à mente a imagem de uma lâmpada acesa. Porquê? Venham comigo a uma história antiga e saberão:
David sentia-se cansado. A batalha fora muito dura, e a sua idade já não era a de outros tempos.
Sentado sobre uma pedra ou encostado ao tronco de uma árvore, ele procurava recuperar o fôlego. Consigo imaginar o rosto transpirado, o cabelo desalinhado, a respiração ofegante, e até alguns ferimentos… Afinal, já todas nós tivemos tais momentos, depois de um tempo de esforço que se alongou e nos fez chegar à exaustão…
Contudo, o inimigo continuava próximo, e reparou na sua fadiga. Pouca energia para correr, empunhar a espada, lutar… E não houve compaixão. Pelo contrário, procurou tirar partido disso. Assim, um homem alto e robusto, do exército inimigo, que trazia consigo duas armas, uma lança de cobre que pesava cerca de 3,4 kgs e uma espada nova, dirigiu-se a ele para o ferir.
Seria fácil vencê-lo, no estado debilitado em que se encontrava. Tal não sucedeu porque um homem do exército de David, Abisai, que estava atento e reparou nesse movimento, correu e feriu esse filisteu, poupando a vida de David.
A história não termina aqui. Os homens de David, vendo que por um triz não o tinham perdido, tomaram uma decisão, assim descrita:
“Nunca mais sairás connosco à peleja, para que não apagues a lâmpada de Israel.” (II Samuel 21:17)
A partir daí, sempre que surgisse uma batalha a enfrentar, eles iriam em seu lugar, poupando-o desse esforço.
Hoje, muitas mulheres encontram-se cansadas. Talvez por uma condição difícil que se tem arrastado no tempo. Uma batalha que não tem dado tréguas, ou que decorre aos solavancos, em avanços e recuos. Daí uma maior vulnerabilidade e dificuldade em lutar e também em se proteger.
Vamos cuidar umas das outras, para que nenhuma lâmpada se apague. Procuremos entender de que forma poderemos aliviar o seu peso, ou assumir o seu lugar no momento mais desafiante.
A luz de cada lâmpada é importante. Que possa continuar a irradiar, não porque somos fortes, mas porque Deus é forte em nós e nos capacita a proteger a chama de cada uma, bem acesa, vigorosa e brilhante.

Bertina Coias Tomé
Equipa Aglow Portugal




Comentários