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  • Equipa RTM ME

Quebrada pelo COVID-19, mas cumprindo as Suas promessas.

“Era desprezado e abandonado pelos homens, como alguém cheio de dores e habituado ao sofrimento, e para o qual se evita olhar. Era desprezado e tratado sem nenhuma consideração.” (Isaías 53:3)


por Eeva Vähäsarja (Coordenadora da Europa)

Há muitos anos, que oro através do calendário de oração do RTM Mulheres de Esperança e tomo consciência das terríveis situações em que muitas mulheres se encontram por todo o mundo. Infelizmente, o sofrimento faz parte da jornada de todos nós aqui na Terra, de uma forma ou outra. Você também pode estar a enfrentar um momento sombrio na sua vida, como uma luta contra a depressão, problemas de relacionamento, um cancro ou outras doenças graves. Ou talvez a sua vida tenha mudado num piscar de olhos por um acidente ou pela súbita perda de um ente querido. Todos nós temos as nossas histórias de sofrimento. A minha vida e a do meu marido, Jari, mudaram inesperadamente no dia 7 de março de 2020, quando fomos derrubados por um inimigo invisível - o COVID-19.

Naquele dia, acordei de manhã com uma dor de cabeça terrível, febre e dor. A dor que sentia, perfurava literalmente até os ossos. Jari adoeceu no dia seguinte. A dor já esmagadora foi agravada por diarreia intensa e uma completa perda de apetite. Nos dias seguintes, eu apenas era capaz de consumir líquidos, e as minhas forças estavam a desaparecer rapidamente. A nossa situação estava numa espiral descendente, e por isso decidimos procurar a ajuda do nosso médico de família na Áustria. Esperamos do lado de fora do seu escritório num clima de primavera de Viena, mas o atendimento foi recusado e voltamos para casa algumas horas depois. Ele estava convencido que os nossos sintomas não correspondiam à descrição do COVID-19, mas ainda sim não queriam correr o risco de nos deixar entrar. Sem o diagnóstico do médico, não tínhamos escolha a não ser voltar para casa e orar para que a dor diminuísse.

A minha condição de fraqueza não me deixava fazer mais nada, além de dormir. Jari teve que cuidar de todas as coisas práticas em casa. O coronavírus estava causando estragos no meu corpo, e a desidratação estava a tornar-se muito preocupante, chamar uma ambulância era nossa única opção. Apesar dos nossos sintomas obviamente graves, fomos mandados para casa novamente com duas coisas: comprimidos de carvão e a recomendação de comer cenouras cozidas. Além das lutas físicas, estar completamente sozinho e sem tratamento afetou-nos mentalmente durante esse período. Felizmente, porém, a esperança estava próxima. Pela graça de Deus, fomos capazes de reservar lugares no último voo para deixar Viena para Helsínquia. Mesmo nesse processo, fomos capazes de testemunhar a bondade de Deus através de todo o sofrimento. Apesar do risco ser grande, a nossa ex-colega acompanhou-nos no progresso da partida, desde o empacotamento de tudo até à fila de verificação de segurança no aeroporto. Estou a escrever este texto em Abril, e a doença que começou no início de março e fez a vida parecer um pesadelo e finalmente as coisas estão a melhorar, e o meu caminho para a recuperação finalmente começou. Foi uma grande bênção ter tantas pessoas orando por nós durante esse tempo. Uma amiga nossa enviou uma mensagem a dizer que Deus a havia acordado no meio da noite para orar por nós. Outro amigo sentiu-se levado por Deus a orar por nós o dia inteiro, quando repatriamos para a Finlândia na nossa terrível condição. A curta mensagem que recebemos foi encorajadora: “A mão do Senhor está sobre vocês.” O fato de tantas pessoas estarem a orar por nós deixou-nos cheios de humildade. Dizem que a humildade é uma consciência realista de que tudo é um presente. Ser humilde também significa ser grato - é reconhecer e apreciar os presentes que alguém recebeu sem compará-los com os de outros.

No momento, o mundo inteiro ainda vive este momento surreal e difícil. A Bíblia nos assegura que Deus é todo-poderoso. Um bispo emérito finlandês escreveu no seu livro Pieni kirja kärsimyksestä (O pequeno livro sobre o sofrimento): “Deus está no meio das realidades da vida humana, nas suas fraquezas e todos os seus sofrimentos. Deus está mais próximo nos momentos em que sentimos que ele está mais distante. A escuridão, para a qual Ele me guia, é na verdade luz, na qual vejo mais claramente o sentido da vida, os meus valores e a minha missão. Somente na teologia da cruz, uma pessoa que sofre pode encontrar esperança e conforto, porque isso nos aproxima do nosso Deus gracioso. ” Vamos apegar-nos às promessas de Deus, que não nos deixarão nem nos abandonarão.

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