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Sementes de Esperança

Esperança para as mulheres de todo o mundo e através das gerações.

Liberdade

  • Foto do escritor: Equipa RTM ME
    Equipa RTM ME
  • 19 de mai.
  • 3 min de leitura

Vivemos numa geração que celebra a liberdade como um dos valores mais importantes da vida. Frases como “vive como quiseres”, “ninguém manda em mim” ou “segue o teu coração” tornaram-se quase lemas universais.


Mas será que tudo aquilo a que chamamos liberdade nos conduz realmente a uma vida plena?


Ou estaremos, muitas vezes, a confundir liberdade com libertinagem?



O fascínio da liberdade… e a confusão dos nossos dias


A liberdade é um conceito complexo. Ao longo da história, diferentes pensadores deram-lhe significados distintos. Alguns acreditavam que ser livre é dominar os próprios impulsos, outros que está ligada aos sentimentos ou ao pensamento.


Hoje, de forma geral, entendemos liberdade como a capacidade de agir, pensar e expressar-nos sem restrições externas.


E, à primeira vista, isso parece absolutamente certo.


Mas então surge uma pergunta inevitável:

Se todos lutamos por liberdade, porque é que existem tantos conflitos em nome dela?



Liberdade não é fazer tudo o que apetece


Uma das grandes confusões do nosso tempo está aqui: confundir liberdade com ausência total de limites.


A verdadeira liberdade não ignora o outro. Pelo contrário, reconhece que vivemos em relação. Cada escolha que fazemos afeta quem está à nossa volta.


Já a libertinagem centra-se apenas no “eu”, no desejo imediato, no “agora”. Não considera consequências nem o impacto no outro. E, por isso, acaba por gerar desequilíbrio, conflito e até dor.


Precisamos de limites (mesmo que não gostemos)


Pode soar estranho, mas há uma verdade simples: tudo o que existe precisa de limites para funcionar bem.


A própria criação está cheia de exemplos:

  • A camada de ozono protege a vida na Terra

  • O mar tem limites que o separam da terra

  • O corpo humano tem barreiras que garantem a sua sobrevivência


Sem limites, não há ordem — há caos.

E o mesmo se aplica à nossa vida.


Os limites não são opressão — são proteção


Desde o início, Deus estabeleceu limites — não para controlar, mas para proteger.


No Jardim do Éden, havia liberdade. Mas também havia uma escolha.

E isso revela algo profundo: Deus não nos criou como robôs, mas como seres livres — com responsabilidade.


O problema não está nos limites. Está na forma como os vemos.

Muitas vezes interpretamos limites como perda de liberdade, quando na verdade são aquilo que nos permite viver com segurança, equilíbrio e propósito.


Liberdade com responsabilidade: a chave que esquecemos


Existe uma ligação inevitável entre liberdade e responsabilidade.

Quanto mais liberdade temos, maior é a responsabilidade de como a usamos.

A Bíblia apresenta isto de forma muito prática:


“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém.

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo edifica.


Esta perspectiva muda tudo.


A questão deixa de ser: “Posso fazer isto?”

E passa a ser: “Isto é bom para mim e para os outros?”


Fomos chamados para uma liberdade diferente


A verdadeira liberdade, segundo a fé cristã, não é viver sem limites —é ser livre daquilo que nos destrói. Livre do egoísmo. Livre do pecado. Livre de tudo aquilo que nos afasta de Deus e dos outros.


E essa liberdade tem um propósito claro: amar o próximo como a nós mesmos

Porque uma liberdade que não ama… deixa de ser liberdade.


Então, liberdade ou libertinagem?


No fundo, esta é uma escolha diária.

  • Viver apenas para mim… ou viver também para os outros

  • Seguir qualquer impulso… ou escolher o que edifica

  • Rejeitar limites… ou reconhecer o seu valor


A verdadeira liberdade não é fazer tudo o que queremos.

É escolher o que nos faz viver melhor — e faz melhor a quem está à nossa volta.








Inês Gaspar

Equipa RTM Mulheres de Esperança

 
 
 

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